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Mulheres na arquitetura

Equidade de gênero, ainda há um longo caminho a percorrer

Mulheres na arquitetura
6 de março de 2021 Hot System

Segundo o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil são 167.060 arquitetos e urbanistas ativos e registrados, destes, 63,1% são mulheres. Mesmo sendo a maioria no setor, elas ainda enfrentam disparidade de salários, ausência nos cargos de chefia, discriminação e falta de representatividades em prêmios.

A busca pela equidade de gênero no mercado de trabalho é uma luta de diversas áreas, na arquitetura não é diferente. Ao celebrarmos o Dia Internacional da Mulher, a Hot System trouxe para reflexão alguns desafios enfrentados por uma arquiteta em seu meio profissional.


Falta de representatividades em prêmios

O Prêmio Pritzker, considerado o Nobel da profissão, levou 26 anos de existência para laurear uma mulher, a iraquiana Zaha Hadid em 2004. Depois dela os prêmios concedidos à mulher foram decorrentes de parcerias com homens. Em 2010, com a japonesa Kazuyo Sejima, ao lado do parceiro de SANAA Ryue Nishizawa. E, em 2017, com a espanhola Carme Pigem, que venceu junto aos sócios.

Há esforços de retratação como a petição reivindicando que Denise Scott Brown fosse laureada com o Prêmio Pritzker de 1991 – recebido pelo seu parceiro arquiteto Robert Venturi, mas a entidade não mudou seu posicionamento.


Ausência de líderes femininas em empresas de arquitetura

A arquiteta Julia Daudén expôs no artigo “Gênero e acesso à profissão: as mulheres na arquitetura” que em 2013 apenas 17% dos escritórios de arquitetura nos Estados Unidos eram dirigidos por mulheres, segundo estudo da American Institute of Architects (AIA). No Reino Unido, o campo profissional tem tímidos 21% de sua composição por mulheres que, por sua vez, recebem salários 25% menores que os homens que ocupam funções similares.

Segundo uma pesquisa publicada em 2017 pelo portal Dezeen, apenas três das cem maiores empresas de arquitetura do mundo eram chefiadas por mulheres.


A arquitetura ainda não é longeva para mulheres

Os 61,1% citados anteriormente, se referem às arquitetas brasileiras com até 40 anos. O número é alcançado graças ao enorme crescimento de faculdades de arquitetura no país, assim como são mais representativas na academia, as mulheres também são mais representativas profissionalmente. No entanto, o quadro se inverte a partir de 61 anos, pois o mercado é composto por 71% de homens, o que sugere maior estabilidade e longevidade na carreira para eles.

 

Seja na arquitetura ou em qualquer outra área, há muito espaço a ser preenchido pelas mulheres. Representatividade e condições igualitárias são elementos básicos de vida e de acesso ao trabalho, não devem ser vistos como vantagens e sim como direito.

É evidente que ainda há muito a ser feito, mas cabe a nós, mulheres, nos fazer representar, contar as nossas histórias sob nossa ótica, mostrar como contribuímos de forma valiosa para o nosso cenário e cada vez mais transformar o universo da Arquitetura em um ambiente mais receptível e igualitário para a presença feminina.