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Mulheres na construção civil

Lugar de mulher é onde ela quiser 

Mulheres na construção civil
12 de março de 2021 Hot System

O canteiro de obras sempre foi um ambiente predominantemente masculino, afinal eles têm mais força bruta e aparentemente desempenham melhor as atividades exigidas pelo setor. Mas esse cenário está mudando, pois, a marcante presença feminina tem invadido o mundo da construção civil.

Segundo dados do IBGE, em 2018 havia 239.242 trabalhadoras registradas no mercado da construção civil. Em 2007, esse número era de 109.006, ou seja, teve um aumento próximo de 120% em 11 anos. Uma das justificativa de quem contrata é que as mulheres são mais precisas e têm mais foco nos detalhes, principalmente em operações de acabamento.

Elas vêm ocupando os canteiros de obras na posição de engenheiras, arquitetas, mestres de obra, azulejistas, pintoras, eletricista e no comando de máquinas como grua e empilhadeiras. Como é o caso da Lucrécia Alberico Dos Santos, 37, que é multioperadora e comanda a grua, que eleva os materiais para construção do que será o maior arranha-céu das Américas. Em entrevista ao Portal Terra ela afirma:

“Quando passei a operar a grua, considero esse o meu maior desafio, é um trabalho que precisa ter muito controle e precisão. Quando paro e penso que sou a mulher que operou a grua do maior prédio das Américas me dá aquele frio na barriga e aquela sensação de dever cumprido.”

Se em 2021 temos a excelente história da Lucrécia para compartilhar, em 1955 um triste episódio de preconceito foi enfrentado por Evelyna Bloem Souto. Ela foi primeira aluna mulher do curso de engenharia civil da USP São Carlos e também foi estudar em Paris, onde juntamente com sua turma de faculdade foi visitar um túnel em construção; na situação foi obrigada a se vestir com roupas masculinas e desenhar barba e bigode, pois a entrada de mulheres não era permitida. Esse episódio de preconceito não deteve a jovem engenheira que adquiriu seu título de Ph.D em Havard e ministrou aulas de geotecnia até sua aposentadoria.

Ainda existem barreiras há serem rompidas pelas mulheres na construção civil, no Brasil as engenheiras representam 18% dos profissionais registrados (dados do CONFEA*) e elas ainda são minoria como estudantes também. Outra melhoria que elas pleiteiam é a necessidade de adaptar os espaços de trabalho para a presença feminina, com vestiários, banheiros, salas de descanso e uniformes que garantam o respeito e reconhecimento do espaço dessas profissionais.

Podemos comemorar também alguns avanços na legislação a favor da presença feminina na construção civil, como a Lei nº 7.875/18, aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Com ela, passa a ser obrigatório que ao menos 5% das vagas de emprego em obras públicas no estado sejam de mulheres. Uma lei semelhante foi aprovada, também em Minas Gerais, mostrando o reconhecimento e a vontade de ampliar a presença de profissionais mulheres no setor.

Continuemos na luta pela equidade de gênero no mercado de trabalho, seja na construção civil ou em qualquer outra área. O mundo está mudando e o lugar da mulher é onde ela quiser!

*CONFEA: Conselho Federal de Engenharia e Agronomia